Resumo DOUTRINA — 2026-03-24 Atualizações da noite. - Marketing Jurídico e Direito Publicitário: A Fronteira Ética da Persuasão

Atualizado na noite de 24/03/2026 às 19:05.

Marketing Jurídico e Direito Publicitário: A Fronteira Ética da Persuasão

DOUTRINA

O marketing jurídico e o direito publicitário atuam em campos interligados, onde a comunicação e a ética convivem em um delicado equilíbrio. Neste artigo, abordaremos o conceito de marketing jurídico, as correntes doutrinárias que o cercam, suas implicações práticas e a necessidade de um alinhamento ético para a construção de uma advocacia responsável e eficaz.

1. Desenvolvimento Teórico

O marketing jurídico é definido como o conjunto de estratégias utilizadas por advogados e escritórios para se posicionar no mercado e atrair clientes, respeitando, no entanto, normas éticas que visam preservar a dignidade da profissão. Segundo a doutrina, o marketing jurídico deve ser informativo, discreto e educativo, evitando excessos persuasivos que possam comprometer a ética profissional.

As correntes doutrinárias sobre o marketing jurídico se dividem em duas principais: a primeira defende uma liberdade ampla de atuação, argumentando que a publicidade é uma forma de democratização do acesso à justiça; a segunda, mais conservadora, alerta para os riscos da mercantilização da advocacia e a possível violação dos princípios éticos. A primeira corrente, representada por autores como Ricardo Almeida, enfatiza que o marketing jurídico pode ser uma ferramenta de inclusão social. Já a segunda corrente, com representantes como Maria Helena Diniz, argumenta que o marketing deve ser restrito e regulado para evitar a banalização da profissão.

2. Aplicação Jurisprudencial

Recentes decisões judiciais têm abordado a interface entre marketing jurídico e direito publicitário. A jurisprudência tem se posicionado no sentido de que a liberdade de expressão e a promoção da advocacia não podem ultrapassar os limites éticos estabelecidos pelo Código de Ética da OAB, que proíbe práticas de marketing que possam induzir o consumidor ao erro ou à desinformação. Em um caso emblemático, o Tribunal de Ética e Disciplina da OAB suspendeu um advogado por realizar anúncios considerados excessivamente promocionais, demonstrando a vigilância sobre as práticas de marketing na advocacia.

3. Conclusão Técnica

Conclui-se que a intersecção entre marketing jurídico e direito publicitário é complexa e repleta de nuances. As práticas de marketing na advocacia devem ser realizadas com cautela, respeitando as diretrizes éticas para garantir que a comunicação não se torne uma ferramenta de engano. A convivência harmônica entre essas duas áreas é essencial para a construção de uma advocacia que se mantenha ética, informativa e respeitosa com os direitos dos consumidores, promovendo um acesso à justiça que seja, de fato, democrático e transparente.

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