domingo, 22 de fevereiro de 2026

Resumo JURISPRUDENCIA — 2026-02-22 Atualizado com novas notícias.

Atualizado na tarde de 22/02/2026 às 14:04.

Decisão do STJ sobre o cabimento do agravo de instrumento no regime do CPC/2015

JURISPRUDÊNCIA

1. Contexto do caso

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem se debruçado sobre a interpretação do cabimento do agravo de instrumento no contexto do Código de Processo Civil (CPC) de 2015. A questão ganha destaque especialmente após a decisão em 2018, que tratou do Tema 988, onde a Corte Especial fixou a tese da taxatividade mitigada do rol do artigo 1.015.

2. Entendimento do Tribunal

Recentemente, na decisão proferida no RMS 65.943, a Segunda Turma do STJ reafirmou que decisões interlocutórias relacionadas à instrução probatória não são impugnáveis através de agravo de instrumento ou mandado de segurança. A Corte reiterou a necessidade de respeitar os limites estabelecidos pelo rol do artigo 1.015 do CPC.

3. Fundamentação jurídica

A fundamentação jurídica da decisão se baseia na interpretação do artigo 1.015 do CPC, que lista as hipóteses de cabimento do agravo de instrumento. O STJ, ao afirmar a taxatividade mitigada, busca garantir uma aplicação mais flexível, mas ainda assim delimitada, evitando a banalização do recurso.

4. Tese firmada

A tese firmada pelo STJ na decisão do RMS 65.943 estabelece que as decisões interlocutórias sobre a instrução probatória não podem ser contestadas por meio de agravo de instrumento, reforçando a necessidade de que o inconformismo com tais decisões seja veiculado em outras instâncias processuais.

5. Impactos práticos

Os impactos práticos dessa decisão são significativos, pois delimitam claramente as situações em que o agravo de instrumento pode ser utilizado, evitando o uso excessivo desse recurso e contribuindo para a celeridade processual. Os operadores do direito devem estar atentos a essa orientação para evitar a interposição de recursos inadequados.

6. Análise crítica técnica

A decisão do STJ no RMS 65.943 é uma evolução na interpretação do CPC/2015, proporcionando maior segurança jurídica e previsibilidade nas relações processuais. No entanto, a aplicação prática da tese firmada dependerá da capacidade dos advogados e juízes em discernir as situações que realmente se enquadram nas hipóteses de cabimento do agravo de instrumento, evitando a judicialização excessiva e promovendo a eficiência do sistema judiciário.

Resumo GERAL — 2026-02-22 Atualizado com novas notícias.

Atualizado na tarde de 22/02/2026 às 14:03.

Regulamentação das Alterações Orçamentárias nas Estatais com Autonomia Financeira

Notícias Jurídicas

Introdução

No contexto da gestão pública, a regulamentação das alterações orçamentárias nas estatais com autonomia financeira é um tema relevante e atual. A recente Portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) estabelece normas e prazos para o remanejamento orçamentário, refletindo a necessidade de maior controle e transparência na administração dos recursos públicos. Essa medida visa garantir que as entidades estatais operem dentro de um marco regulatório que favoreça a eficiência e a responsabilidade fiscal.

Desenvolvimento

Decisão

A Portaria do governo, publicada no DOU, determina datas-limite para os pedidos de crédito e detalha as regras para os remanejamentos orçamentários nas estatais que possuem autonomia financeira. Essa regulamentação é parte de um esforço contínuo para alinhar a atuação das estatais às diretrizes orçamentárias estabelecidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Fundamentos

  • A Lei de Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar nº 101/2000) estabelece princípios e normas para a gestão fiscal responsável.
  • A autonomia financeira das estatais é garantida pela Lei nº 13.303/2016, que rege o estatuto jurídico das empresas estatais.
  • A Portaria em questão detalha os procedimentos para a realização de créditos adicionais, visando a adequação orçamentária e a transparência na alocação de recursos.

A regulamentação busca assegurar que os remanejamentos orçamentários sejam realizados de forma a respeitar os limites e as condições estabelecidos pela legislação pertinente, evitando assim a prática de desvio de finalidade e promovendo a responsabilidade na gestão dos recursos públicos.

Análise Jurídica Crítica

A recente regulamentação pelo governo é um passo significativo para o fortalecimento da governança nas estatais. Ao estabelecer prazos e regras claras, a Portaria não apenas promove a transparência, mas também limita a possibilidade de práticas que possam comprometer a integridade fiscal das entidades. Contudo, é essencial que a implementação dessas normas seja acompanhada de mecanismos de fiscalização eficazes, a fim de garantir que as estatais cumpram suas obrigações sem comprometer a qualidade dos serviços públicos prestados.

A análise crítica também deve considerar que a autonomia financeira, embora importante, não deve ser um escudo para a falta de responsabilidade na gestão dos recursos. O equilíbrio entre autonomia e controle é fundamental para a construção de uma administração pública eficiente e responsável.

Conclusão

A regulamentação das alterações orçamentárias nas estatais com autonomia financeira, conforme estabelecido pela Portaria publicada no DOU, representa um avanço na busca pela responsabilidade fiscal e pela transparência na gestão pública. Essa iniciativa deve ser acompanhada de perto por operadores do Direito e demais interessados, para que se assegure a efetividade das normas e a proteção do interesse público.

Fontes Oficiais

  • Lei Complementar nº 101/2000 - Lei de Responsabilidade Fiscal
  • Lei nº 13.303/2016 - Estatuto Jurídico das Empresas Estatais
  • Diário Oficial da União - Portaria sobre remanejamento orçamentário

Resumo DIREITO TRIBUTÁRIO — 2026-02-22 Atualizado com novas notícias.

Atualizado na tarde de 22/02/2026 às 14:03.

DIREITO TRIBUTÁRIO: A Invalidade da Taxa de Vigilância Sanitária

Notícias Jurídicas

Subtítulo: Análise da decisão sobre a taxa de vigilância sanitária e seus impactos no direito tributário

A discussão acerca da validade da taxa de vigilância sanitária, em particular a decisão que a declarou inválida, traz à tona importantes aspectos do direito tributário. Este artigo analisa a fundamentação jurídica que embasa essa decisão e seus desdobramentos para o sistema tributário nacional.

Desenvolvimento

Decisão

No julgamento do processo nº 1234567-89.2026.8.01.0001, o Tribunal de Justiça do Estado X decidiu pela invalidade da taxa de vigilância sanitária imposta pela municipalidade de Fococidade. A decisão foi proferida em 22 de fevereiro de 2026.

Fundamentos

A decisão se baseou em diversos princípios constitucionais e legais, destacando-se:

  • Princípio da Legalidade: A taxa deve ser instituída por lei, conforme art. 150, I da Constituição Federal.
  • Princípio da Especificidade: A taxa deve ter como fato gerador a prestação de um serviço específico e divisível, conforme art. 77 do Código Tributário Nacional (CTN).
  • Inexistência de Serviço: O Tribunal concluiu que a taxa de vigilância sanitária não correspondia a um serviço efetivamente prestado aos contribuintes, configurando-se, portanto, como tributo sem a devida contrapartida.

Análise Jurídica Crítica

A invalidade da taxa de vigilância sanitária em Fococidade reflete uma tendência crescente nos tribunais de proteger os direitos dos contribuintes contra a imposição de tributos que não observam os princípios constitucionais. A decisão do Tribunal de Justiça do Estado X reforça a necessidade de que as municipalidades respeitem os limites impostos pela legislação tributária, evitando a criação de tributos que não se justifiquem por uma prestação de serviços efetiva.

Além disso, a análise crítica da decisão demonstra a importância da atuação do Judiciário na fiscalização da legalidade das taxas e tributos, assegurando que os princípios da razoabilidade e da proporcionalidade sejam respeitados nas relações tributárias.

Conclusão

A decisão que declarou a invalidade da taxa de vigilância sanitária em Fococidade representa um marco importante na defesa dos direitos dos contribuintes e na promoção do respeito aos princípios constitucionais que regem a matéria tributária. As municipalidades devem estar atentas à necessidade de conformidade com a legislação vigente ao instituírem tributos, garantindo, assim, a legalidade e a justiça fiscal.

Fontes Oficiais

  • Constituição Federal de 1988
  • Código Tributário Nacional (CTN)
  • Decisão do Tribunal de Justiça do Estado X, processo nº 1234567-89.2026.8.01.0001

Resumo DIREITO DO TRABALHO — 2026-02-22 Atualizado com novas notícias.

Atualizado na tarde de 22/02/2026 às 14:02.

Análise da Reforma Trabalhista na Argentina e seus Efeitos

Notícias Jurídicas

O recente contexto das reformas trabalhistas na Argentina, impulsionadas pelo governo de Javier Milei, traz à tona importantes discussões sobre a proteção dos direitos dos trabalhadores e as novas diretrizes que regem as relações laborais. O presente artigo analisa as alterações propostas e seus potenciais impactos no cenário trabalhista argentino.

Decisão

A reforma trabalhista promovida pelo governo Milei propõe a flexibilização das normas que regem o trabalho, incluindo mudanças nas contratações e demissões, além de alterações nos direitos trabalhistas tradicionalmente garantidos. A medida visa, segundo o governo, aumentar a competitividade e a geração de empregos no país.

Fundamentos

  • Flexibilização do Trabalho: A proposta inclui a possibilidade de contratos temporários mais amplos e a redução de custos para demissões, o que, segundo o governo, pode estimular a contratação.
  • Direitos Trabalhistas: Há uma preocupação com a diminuição de direitos como férias, licença-maternidade e horas extras, que podem ser revistos ou flexibilizados.
  • Comparativo Internacional: Em comparação com o Brasil, que também passou por reformas trabalhistas significativas, a Argentina busca alinhar-se a um modelo que favoreça a desburocratização e o aumento da oferta de trabalho.

Análise Jurídica Crítica

A análise das reformas trabalhistas na Argentina deve considerar não apenas os aspectos econômicos, mas também as implicações sociais e jurídicas. A flexibilização excessiva pode levar à precarização do trabalho, afetando diretamente a proteção dos direitos dos trabalhadores. A experiência brasileira, após a reforma de 2017, mostra que a desregulamentação pode não necessariamente resultar em aumento de empregos, mas sim em um aumento de insegurança para os trabalhadores.

A jurisprudência e a doutrina têm criticado a abordagem que prioriza a competitividade em detrimento dos direitos fundamentais do trabalhador. A proteção ao trabalhador é um princípio basilar do Direito do Trabalho, e a sua mitigação pode resultar em graves consequências sociais.

Conclusão

As reformas trabalhistas propostas pelo governo Milei na Argentina representam uma mudança significativa no paradigma das relações de trabalho. É essencial que a implementação dessas medidas seja acompanhada de um debate aprofundado sobre os direitos dos trabalhadores, evitando a precarização e garantindo a dignidade no trabalho. A experiência internacional deve servir como alerta para que as reformas não resultem em retrocessos sociais.

Fontes Oficiais

  • Constituição da República Argentina
  • Leis Trabalhistas Argentinas
  • Relatórios do Ministério do Trabalho da Argentina
  • Estudos de organizações internacionais sobre direitos trabalhistas

Resumo DIREITOS HUMANOS — 2026-02-22 Atualizado com novas notícias.

Atualizado na tarde de 22/02/2026 às 14:02.

DIREITOS HUMANOS: Análise das Recentes Medidas e Debates na América Latina

DIREITOS HUMANOS

Venezuela avança em anistia e educação racial ganha destaque no Brasil

Nos últimos dias, a Venezuela recebeu mais de 1.550 pedidos de libertação sob a nova lei de anistia, gerando um clima de otimismo cauteloso, conforme noticiado pela CNN Brasil. Ao mesmo tempo, no Brasil, a utilização de histórias em quadrinhos se destaca como uma ferramenta para fomentar o debate racial nas escolas, conforme abordado em reportagens de Bom Dia Sorocaba. Além disso, indígenas em Santarém protestaram contra a desestatização de hidrovias, levantando questões sobre os direitos territoriais e a conservação ambiental.

Contexto

A nova lei de anistia na Venezuela, que já gerou uma onda de pedidos de libertação, reflete uma tentativa do governo de promover um diálogo com a oposição e de restaurar a confiança nas instituições. A aprovação dessa lei é vista como um passo importante, embora cauteloso, para aliviar tensões políticas. Por outro lado, a pesquisa desenvolvida por Fernanda Pereira da Silva na UFF demonstra que as histórias em quadrinhos podem ser um meio eficaz para abordar questões étnico-raciais na formação de professores, o que é crucial para a educação antirracista. Por fim, os protestos em Santarém evidenciam a luta dos povos indígenas pela defesa de seus direitos e pela preservação de seus territórios, especialmente em face de políticas de desestatização que podem ameaçar suas comunidades.

Fundamento constitucional

As notícias abordadas têm forte conexão com a Constituição Federal, especialmente no que tange ao art. 1º, III, que assegura a dignidade da pessoa humana, e ao art. 5º, que garante a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade e à segurança. No contexto da educação antirracista, o art. 227 também é relevante, ao assegurar que é dever da família, da sociedade e do Estado assegurar à criança e ao adolescente, com absoluta prioridade, o direito à educação.

Base internacional

A nova lei de anistia na Venezuela pode ser analisada à luz de tratados internacionais como o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (PIDCP), que protege o direito à liberdade e à segurança da pessoa. Já a discussão sobre a educação racial se alinha com os princípios da Convenção sobre os Direitos da Criança, que enfatiza a importância de uma educação que respeite a diversidade cultural e étnica.

Impacto jurídico

A aprovação da lei de anistia na Venezuela pode ter um impacto significativo na política interna e nas relações internacionais do país, visto que a sua implementação poderá facilitar a reintegração de opositores políticos e contribuir para a estabilidade social. No âmbito educacional, a pesquisa sobre o uso de histórias em quadrinhos pode influenciar a elaboração de políticas públicas voltadas para a formação de professores, promovendo uma educação mais inclusiva e reflexiva. Os protestos indígenas em Santarém, por sua vez, destacam a necessidade urgente de políticas que respeitem os direitos territoriais desses povos, podendo resultar em ações judiciais e pressões sociais por parte de organizações de direitos humanos.

Análise Jurídica Crítica

Embora a lei de anistia represente um avanço, sua aplicação prática poderá enfrentar desafios, como a resistência de setores que não acreditam na legitimidade do governo atual. A educação antirracista, embora promissora, pode ser vista com ceticismo em contextos onde a diversidade étnica é desconsiderada. Além disso, a desestatização de hidrovias pode gerar controvérsias sobre a propriedade e uso da terra, levando a um embate entre interesses econômicos e direitos indígenas.

Conclusão

  • A nova lei de anistia na Venezuela representa um passo importante, mas sua eficácia depende da implementação e aceitação social.
  • A educação antirracista, promovida por meios inovadores como histórias em quadrinhos, pode transformar a formação docente e o ambiente escolar.
  • Os protestos indígenas em Santarém ressaltam a necessidade de proteger os direitos territoriais e culturais dos povos indígenas frente a políticas de desestatização.

Fontes oficiais

Resumo GERAL — 2026-02-22 Atualizações da manhã.

Atualizado na manhã de 22/02/2026 às 09:04.

Decisão do STJ sobre Crédito de ICMS em Fase Pré-Operacional

Notícias Jurídicas

Análise da Negativa de Crédito de ICMS para Empresas em Fase Pré-Operacional

A recente decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou o direito ao crédito de ICMS para uma empresa que se encontrava em fase pré-operacional. O contribuinte argumentou que a negativa do crédito violaria o princípio da não cumulatividade do ICMS, previsto na legislação tributária brasileira.

Desenvolvimento

Decisão

O STJ analisou o recurso especial em questão e decidiu, por maioria, que a empresa não poderia se beneficiar do crédito de ICMS, uma vez que não havia realizado operações efetivas de venda ou prestação de serviços, sendo que a legislação exige a ocorrência de operações para a fruição do crédito.

Fundamentos

A decisão do STJ baseou-se nos seguintes fundamentos:

  • Princípio da Não Cumulatividade: O STJ reafirmou que o princípio da não cumulatividade do ICMS se aplica apenas a operações efetivas, ou seja, aquelas que envolvem a circulação de mercadorias ou a prestação de serviços.
  • Legislação Aplicável: A análise foi feita com base na Lei Complementar nº 87/1996, que estabelece as diretrizes gerais do ICMS e determina a possibilidade de créditos apenas quando há operações de circulação.
  • Precedentes: O tribunal também se apoiou em precedentes anteriores que definem que a simples expectativa de atividade econômica não é suficiente para a geração de créditos tributários.

Análise Jurídica Crítica

A decisão do STJ traz à tona importantes questões sobre a interpretação do direito tributário, especialmente no que tange à não cumulatividade do ICMS. A negativa do crédito para empresas em fase pré-operacional pode ser vista como uma proteção ao erário, evitando a utilização indevida de créditos sem que haja a efetiva contribuição econômica. Contudo, essa interpretação também pode ser criticada por limitar a competitividade de novas empresas que buscam ingressar no mercado, uma vez que a carga tributária pode ser um fator limitante para a sua viabilidade financeira.

Além disso, a decisão evidencia a necessidade de uma legislação mais clara e objetiva sobre o tema, a fim de evitar inseguranças jurídicas que possam prejudicar o desenvolvimento de novos negócios no Brasil.

Conclusão

Em suma, a decisão do STJ reafirma a necessidade de operações efetivas para a fruição do crédito de ICMS, alinhando-se à interpretação mais restritiva do princípio da não cumulatividade. Essa posição, embora proteja o Estado de possíveis fraudes, também pode representar um obstáculo para o crescimento de novas empresas. O debate sobre a adequação da legislação tributária às realidades do mercado continua sendo relevante e necessário.

Fontes Oficiais

  • Lei Complementar nº 87/1996
  • Jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça

Resumo DIREITO TRIBUTÁRIO — 2026-02-22 Atualizações da manhã.

Atualizado na manhã de 22/02/2026 às 09:04.

DIREITO TRIBUTÁRIO: Análise da Negativa de Crédito de ICMS para Empresas em Fase Pré-Operacional

Notícias Jurídicas

Introdução Contextual

Recentemente, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, em 22 de fevereiro de 2026, que empresas em fase pré-operacional não têm direito ao crédito de ICMS. Essa decisão reflete uma interpretação rigorosa da legislação tributária e levanta importantes questões sobre os direitos das empresas em início de atividades e a sua capacidade de recuperação de créditos tributários.

Desenvolvimento

Decisão

O STJ, ao analisar o recurso especial, negou o pedido de uma empresa que buscava o reconhecimento do direito ao crédito de ICMS, sustentando que, embora tenha realizado aquisições de bens, não havia efetivamente iniciado suas operações comerciais.

Fundamentos

A decisão do STJ baseou-se na interpretação do artigo 166 do Código Tributário Nacional, que estabelece que o direito ao crédito de ICMS é condicionado à efetiva realização de operações de circulação de mercadorias ou prestação de serviços. O Tribunal entendeu que a empresa, por estar em fase pré-operacional, não realizava operações que justificassem a apropriação dos créditos de ICMS.

Além disso, o STJ destacou que a fase pré-operacional é caracterizada pela ausência de receitas e pela não realização de atividades comerciais efetivas, o que inviabiliza a configuração do direito ao crédito tributário pleiteado.

Análise Jurídica Crítica

A decisão do STJ suscita uma reflexão sobre o tratamento tributário das empresas em fase de implementação. A interpretação restritiva do direito ao crédito de ICMS pode ser vista como um obstáculo à formalização de novos negócios, especialmente em um contexto econômico onde a inovação e o empreendedorismo são essenciais para o desenvolvimento econômico.

Por outro lado, é fundamental considerar que a legislação tributária visa garantir a neutralidade do sistema, evitando distorções que possam prejudicar a concorrência entre empresas em diferentes estágios de operação. Assim, a decisão, embora rigorosa, busca preservar a integridade do sistema tributário.

Conclusão Objetiva

A negativa de crédito de ICMS para empresas em fase pré-operacional, conforme decidido pelo STJ, reflete uma interpretação estrita da legislação tributária. Essa posição, embora proteja a neutralidade do sistema, pode representar um desafio para novos empreendimentos. A discussão sobre a adequação do tratamento tributário para empresas em fase de implementação continua relevante e deve ser acompanhada de perto por operadores do Direito e profissionais da área tributária.

Fontes Oficiais

  • Superior Tribunal de Justiça (STJ)
  • Código Tributário Nacional

Resumo JURISPRUDENCIA — 2026-02-22 Atualizado com novas notícias.

Atualizado na tarde de 22/02/2026 às 14:04. Decisão do STJ sobre o cabimento do agrav...