Resumo JURISPRUDENCIA — 2026-03-19 Atualizações da tarde. - Análise Jurídica da Decisão do STJ sobre Penhora de Faturamento em Execução Fiscal

Atualizado na tarde de 19/03/2026 às 15:02.

Análise Jurídica da Decisão do STJ sobre Penhora de Faturamento em Execução Fiscal

JURISPRUDÊNCIA

1. Contexto do caso

No julgamento do Tema 769 dos recursos repetitivos, a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) analisou a questão da penhora de faturamento de empresas em execuções fiscais, proporcionando um entendimento mais claro sobre as diretrizes a serem seguidas neste tipo de processo.

2. Entendimento do Tribunal

O STJ decidiu que a penhora de faturamento pode ser realizada sem a exigência de esgotamento prévio das diligências para localização de bens. Essa decisão visa garantir a efetividade da execução fiscal, ao mesmo tempo em que busca proteger a continuidade das atividades empresariais.

3. Fundamentação jurídica

A fundamentação do acórdão baseia-se na análise do artigo 835 do Código de Processo Civil (CPC), que estabelece a ordem preferencial de penhoras. O Tribunal diferenciou a penhora de faturamento da constrição sobre valores em dinheiro, permitindo uma abordagem mais flexível e adaptada à realidade das empresas em dificuldades financeiras.

4. Tese firmada

A tese firmada pelo STJ estabelece quatro diretrizes principais: a) a penhora de faturamento é autorizada sem a necessidade de esgotar a busca por outros bens; b) esta modalidade de penhora ocupa uma posição específica na ordem de preferências estabelecida pelo CPC; c) deve-se distinguir a penhora de faturamento da penhora sobre valores em conta; e d) é necessário fixar um percentual que preserve a continuidade das atividades empresariais.

5. Impactos práticos

Os impactos práticos dessa decisão são significativos, pois ela proporciona maior segurança jurídica tanto para a Fazenda Pública quanto para as empresas executadas. A decisão promove um equilíbrio entre a necessidade de arrecadação tributária e a preservação do funcionamento das empresas, minimizando o risco de falências e demissões em massa.

6. Análise crítica técnica

A decisão do STJ representa um avanço na jurisprudência sobre a execução fiscal, ao reconhecer a importância de preservar a atividade econômica das empresas. No entanto, é essencial que as decisões judiciais sejam sempre fundamentadas de maneira robusta, assegurando que os percentuais de penhora não comprometam a operação das empresas. O critério de menor onerosidade deve ser aplicado de forma rigorosa, evitando abusos e garantindo a equidade nas relações entre credores e devedores.

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