Resumo TRABALHO — 2026-04-03 Atualizações da noite. - Decisão Trabalhista: Vendedor deve prestar depoimento sem a presença de representante da empresa

Atualizado na noite de 03/04/2026 às 19:04.

Decisão Trabalhista: Vendedor deve prestar depoimento sem a presença de representante da empresa

TRABALHO (TRT, TST)

Contexto Fático

A Terceira Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) decidiu, em 09 de fevereiro de 2024, que um vendedor da Embratel TVSAT Telecomunicações S.A., localizado em Itabuna (BA), deveria prestar depoimento sem a presença de um representante da empresa. O trabalhador alegou que a presença do preposto prejudicava sua defesa durante a audiência de instrução.

Fundamentos Legais

A decisão foi fundamentada na análise do direito ao contraditório e à ampla defesa, previstos no artigo 5º, inciso LV, da Constituição Federal (CF). Além disso, a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) em seu artigo 825 estabelece que as partes têm direito a produzir provas e a se fazer ouvir, assegurando que a presença da parte contrária não comprometa esse direito.

Entendimento do Tribunal

O TST acolheu o recurso do vendedor, entendendo que a presença do representante da empresa poderia inibir a livre manifestação do depoente, o que comprometeria a busca pela verdade real no processo. O Tribunal enfatizou que a proteção ao trabalhador deve ser garantida, especialmente em situações que envolvem a sua dignidade e a sua capacidade de se defender adequadamente.

Impacto Prático

A decisão tem um impacto significativo tanto para empresas quanto para trabalhadores. Para os trabalhadores, garante um ambiente mais seguro para a prestação de depoimentos, promovendo a proteção de seus direitos. Por outro lado, as empresas devem estar atentas a como suas práticas de representação em audiências podem influenciar o processo judicial, podendo levar a um aumento na responsabilidade e necessidade de adaptação em suas práticas de gestão de conflitos.

Análise Técnica

A decisão do TST reflete um entendimento mais amplo sobre a importância do equilíbrio nas relações de trabalho e a proteção dos direitos fundamentais dos trabalhadores. A presença de representantes da empresa em audiências pode ser vista como uma prática comum, mas a corte reconheceu que isso pode criar um ambiente hostil para o depoente. Assim, as empresas devem considerar revisões em suas políticas de acompanhamento de processos judiciais, garantindo que seus representantes não interfiram na liberdade de expressão dos trabalhadores durante as audiências.

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