Resumo DOUTRINA — 2026-05-31 Atualizações da noite. - Direitos das Mães: A Proteção da Maternidade e da Parentalidade no Direito do Trabalho Brasileiro

Atualizado na noite de 31/05/2026 às 19:02.

Direitos das Mães: A Proteção da Maternidade e da Parentalidade no Direito do Trabalho Brasileiro

DOUTRINA

O presente artigo aborda a proteção da maternidade e da parentalidade no âmbito do direito do trabalho brasileiro, com especial atenção aos direitos das mães, incluindo aquelas que têm filhos com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Esta análise multifacetada busca discutir não apenas os direitos garantidos pela legislação, mas também as lacunas existentes e as correntes doutrinárias que divergem sobre a amplitude e a aplicação desses direitos.

Desenvolvimento Teórico

A proteção da maternidade no Brasil é assegurada por diversas normas, sendo a mais emblemática a Constituição Federal de 1988, que em seu artigo 7º, inciso XVIII, garante à empregada a licença-maternidade de 120 dias. Entretanto, a aplicação prática desse direito revela desafios significativos, especialmente em contextos que envolvem mães de crianças com deficiência. A Lei Berenice Piana (Lei nº 12.764/2012) é um exemplo de norma que visa garantir direitos a essas mães, mas a sua implementação ainda se depara com obstáculos.

As correntes doutrinárias sobre a proteção da maternidade divergem em relação à extensão dos direitos. Enquanto alguns autores defendem uma proteção ampla que inclua direitos adicionais, como a jornada de trabalho diferenciada e prioridade no teletrabalho, outros sustentam que a legislação atual já é suficiente. A discussão sobre a necessidade de uma licença-maternidade ampliada em casos de gestantes em situações especiais, como hospitalizações prolongadas, também é um tema controverso entre os estudiosos.

Aplicação Jurisprudencial

A jurisprudência brasileira tem avançado no reconhecimento dos direitos das mães, especialmente em casos que envolvem o TEA. O Tribunal Superior do Trabalho (TST) tem decidido favoravelmente em ações onde se pleiteia a ampliação da licença-maternidade e a adoção de condições especiais de trabalho para mães de crianças com necessidades especiais. A decisão do TST em um caso recente, que garantiu a prorrogação da licença-maternidade para uma mãe de criança com TEA, exemplifica a tendência de proteção mais robusta a esses direitos, considerando a necessidade de conciliação entre a vida profissional e as demandas familiares.

Conclusão Técnica

Em síntese, a proteção da maternidade e da parentalidade no direito do trabalho brasileiro é um tema complexo e em evolução. Apesar dos avanços legislativos e jurisprudenciais, ainda existem lacunas que precisam ser abordadas para garantir uma proteção efetiva e equitativa às mães, especialmente aquelas que enfrentam desafios adicionais. A discussão doutrinária continua a ser essencial para a construção de um arcabouço legal que atenda às necessidades contemporâneas, promovendo a dignidade e os direitos das mães no Brasil.

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