Resumo ADVOCACIA — 2026-07-02 Atualizações da noite. - Inteligência Artificial e a Advocacia: Desafios e Cuidados Necessários

Atualizado na noite de 02/07/2026 às 20:01.

Inteligência Artificial e a Advocacia: Desafios e Cuidados Necessários

ADVOCACIA (OAB)

O uso da inteligência artificial (IA) na advocacia tem apresentado oportunidades significativas para a otimização da rotina jurídica. Contudo, a recente discussão sobre a "alucinação de IA" exige uma atenção redobrada por parte dos profissionais da área. O fenômeno ocorre quando a IA gera respostas que, embora pareçam corretas, contêm informações falsas, o que pode comprometer a qualidade do trabalho dos advogados.

Base Legal

A Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994, que institui o Estatuto da Advocacia e da OAB, estabelece princípios fundamentais para a atuação dos advogados, incluindo a responsabilidade pela veracidade das informações e a ética profissional. Em seu artigo 34, inciso XVIII, a lei dispõe que constitui infração disciplinar “exercer a advocacia com negligência, desleixo ou imprudência”. Portanto, a utilização de ferramentas de IA deve ser acompanhada de rigorosa verificação das informações geradas, a fim de evitar a prática de atos que possam ser considerados negligentes.

Posicionamento Institucional

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) tem se posicionado de forma clara em relação ao uso de tecnologias na advocacia. A presidente da Comissão de Inteligência Artificial da OABRJ, Graziela Bonfim, enfatiza que a IA deve ser uma aliada, mas a responsabilidade pela revisão e qualidade do trabalho permanece com o advogado. Isso reafirma a importância da diligência e do cuidado na utilização de qualquer ferramenta tecnológica.

Análise Crítica

A "alucinação de IA" representa um desafio significativo para a advocacia moderna. As consequências de informações incorretas podem incluir desde a perda de credibilidade até implicações legais mais sérias. Assim, é imperativo que os advogados adotem uma postura crítica e cautelosa ao usar essas ferramentas. A responsabilidade pelo resultado final de um trabalho jurídico não pode ser delegada a uma máquina, e a supervisão humana é essencial para garantir a integridade e a precisão das informações utilizadas.

Em suma, a integração da inteligência artificial na advocacia deve ser feita com consciência e responsabilidade, respeitando os preceitos éticos e legais que regem a profissão. O advogado deve sempre garantir que as informações utilizadas em sua atuação sejam verificadas e validadas, preservando assim a qualidade e a ética do exercício profissional.

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