Resumo DIREITO DE FAMÍLIA — 2026-09-17 Atualizações da noite. - DIREITO DE FAMÍLIA: Infidelidade e União Estável Post Mortem

Atualizado na noite de 17/09/2026 às 20:00.

DIREITO DE FAMÍLIA: Infidelidade e União Estável Post Mortem

Notícias Jurídicas

Decisão do TJPR sobre a validade da união estável mesmo diante de infidelidade

A recente decisão do Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) traz à tona uma discussão relevante no âmbito do Direito de Família, especialmente no que diz respeito à união estável e suas implicações jurídicas em casos de infidelidade. O tribunal decidiu que a infidelidade não é suficiente para afastar a configuração de união estável post mortem, ou seja, mesmo após a morte de um dos parceiros, a união permanece válida.

Desenvolvimento

Decisão

O TJPR, em sua decisão, reafirmou que a união estável é reconhecida pela convivência pública, contínua e duradoura entre duas pessoas, com o objetivo de constituição de família, nos termos do art. 1.723 do Código Civil Brasileiro. A corte entendeu que a infidelidade, por si só, não desqualifica a relação, principalmente quando há a demonstração da efetividade da união e do afeto entre os parceiros.

Fundamentos

  • Artigo 1.723 do Código Civil: Define a união estável e estabelece os requisitos para sua configuração.
  • Princípio da Funcionalidade: A união estável deve ser analisada sob a ótica da sua função social, que é a proteção da família e do afeto, independentemente de condutas que possam ser consideradas inadequadas por um dos parceiros.
  • Jurisprudência: O TJPR baseou-se em precedentes que afirmam que a infidelidade não é suficiente para invalidar a relação, sendo necessário avaliar a totalidade da convivência e das circunstâncias que a cercam.

Análise Jurídica Crítica

A decisão do TJPR reflete uma tendência atual no Direito de Família, que busca proteger as relações afetivas e a dignidade das pessoas envolvidas, considerando a união estável como uma entidade familiar legítima. A infidelidade, frequentemente vista como um fator que compromete a relação, neste contexto é relativizada, reconhecendo que a complexidade das relações humanas não pode ser reduzida a um único ato. Assim, a proteção da união estável, mesmo diante de situações de infidelidade, demonstra uma evolução no entendimento da família e do afeto na sociedade contemporânea.

Conclusão

A decisão do TJPR reafirma a importância da análise do contexto da união estável, ressaltando que a infidelidade não é um fator que pode deslegitimar a relação post mortem. Este entendimento é fundamental para a proteção dos direitos dos parceiros e para a manutenção da estabilidade das relações familiares.

Fontes Oficiais

  • Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR)
  • Código Civil Brasileiro

🔗 Notícia patrocinada. Clique no link para mais informações.

Comentários