Resumo DOUTRINA — 2026-09-02 Atualizações da tarde. - A Proibição da Litigância de Má-Fé no Processo Civil Brasileiro

Atualizado na tarde de 02/09/2026 às 14:02.

A Proibição da Litigância de Má-Fé no Processo Civil Brasileiro

DOUTRINA

O presente artigo aborda a litigância de má-fé no processo civil brasileiro, um tema de grande relevância no âmbito jurídico, tendo em vista as implicações que a má-fé processual pode acarretar no andamento dos processos e na administração da justiça.

Conceito Doutrinário

A litigância de má-fé é definida pelo Código de Processo Civil (CPC) em seu artigo 80, que elenca as condutas que configuram essa prática, tais como: alterar a verdade dos fatos, usar do processo para obter vantagem indevida, e interpor recurso com intuito manifestamente protelatório. Essa prática é considerada uma violação ao princípio da boa-fé processual, que exige das partes e dos seus advogados um comportamento leal e honesto ao longo do processo.

Correntes Divergentes

Dentre as correntes doutrinárias, há divergências quanto à aplicação da litigância de má-fé. Alguns juristas defendem uma interpretação mais ampla, considerando também as consequências da litígiosidade excessiva e dos abusos de direito. Outros, no entanto, sustentam que a má-fé deve ser analisada estritamente conforme as hipóteses taxativas do CPC, evitando interpretações que possam levar à insegurança jurídica e à penalização desproporcional das partes.

Aplicação Prática

Na prática, a litigância de má-fé tem gerado importantes decisões nos tribunais brasileiros. O Superior Tribunal de Justiça (STJ) tem reafirmado que a identificação de má-fé deve ser feita com base em provas robustas, e que a penalização das partes deve sempre observar o princípio da proporcionalidade. Recentemente, em acórdão, o STJ decidiu que a simples insatisfação com a decisão judicial não é suficiente para caracterizar a má-fé, sendo necessário demonstrar a intenção de enganar ou manipular o processo.

Conclusão Técnica

Conclui-se que a litigância de má-fé, enquanto instituto jurídico, serve como um mecanismo de proteção ao sistema judiciário, garantindo que as partes atuem com lealdade e respeito às normas processuais. Contudo, é fundamental que sua aplicação seja feita de maneira criteriosa, evitando abusos que possam prejudicar o direito de acesso à justiça. A interpretação deve sempre buscar o equilíbrio entre a necessidade de coibir práticas desleais e a garantia do amplo direito de defesa.

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