quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Resumo JURISPRUDENCIA — 2026-02-26 Atualizações da manhã. - Reconhecimento de Paternidade Socioafetiva Póstuma e a Manifestação Formal do Pai

Atualizado na manhã de 26/02/2026 às 09:04.

Reconhecimento de Paternidade Socioafetiva Póstuma e a Manifestação Formal do Pai

JURISPRUDÊNCIA

1. Contexto do caso

A decisão em questão foi proferida pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) no processo que teve como origem uma ação de reconhecimento de filiação socioafetiva póstuma, ajuizada por três mulheres contra o espólio de seu padrasto falecido. As autoras alegaram que, após a morte de seu pai biológico, passaram a ser criadas pelo padrasto, recebendo dele amor e apoio por mais de 20 anos.

2. Entendimento do Tribunal

A Terceira Turma do STJ decidiu, por maioria, que o reconhecimento da paternidade socioafetiva póstuma não requer uma manifestação formal de vontade do falecido. O Tribunal entendeu que a relação de afeto e a convivência familiar são suficientes para a configuração do vínculo de paternidade.

3. Fundamentação jurídica

A decisão se baseou na análise da realidade fática da convivência entre as partes, enfatizando que a paternidade socioafetiva é um reconhecimento de uma situação que já existia, e não um ato formal. A relatora, ministra Nancy Andrighi, destacou que a filiação socioafetiva independe de formalidades, sendo essencialmente uma questão de afeto.

4. Tese firmada

A tese fixada pelo STJ é a de que "o reconhecimento póstumo da paternidade socioafetiva não depende da manifestação formal de vontade do pretenso pai, bastando a constatação de uma relação de afeto e convivência familiar".

5. Impactos práticos

A decisão tem repercussões significativas no campo do direito de família, especialmente no que tange ao reconhecimento de vínculos afetivos em situações que envolvem a perda de um dos genitores. A possibilidade de reconhecimento da paternidade socioafetiva sem a necessidade de formalização pode facilitar o acesso a direitos sucessórios e a benefícios decorrentes dessa relação.

6. Análise crítica técnica

A decisão do STJ reflete uma evolução no entendimento sobre a paternidade e a família, reconhecendo que laços afetivos podem ser mais significativos do que vínculos biológicos ou formais. No entanto, é importante ressaltar que tal entendimento deve ser aplicado com cautela, a fim de garantir que a proteção dos direitos dos envolvidos seja efetiva, evitando possíveis fraudes ou abusos. O reconhecimento da paternidade socioafetiva deve sempre considerar o contexto e a realidade das relações familiares, promovendo a justiça e a equidade nas decisões judiciais.

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