segunda-feira, 2 de março de 2026

Resumo ADVOCACIA — 2026-03-02 Atualizações da tarde. - Impactos da Inteligência Artificial na Advocacia: O Papel das Prerrogativas

Atualizado na tarde de 02/03/2026 às 14:04.

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Impactos da Inteligência Artificial na Advocacia: O Papel das Prerrogativas

ADVOCACIA (OAB)

O advento da inteligência artificial (IA) tem gerado discussões relevantes sobre seu impacto nas diversas áreas do Direito, especialmente na advocacia. O 1º Encontro Sul-Brasileiro de Prerrogativas, que ocorrerá nos dias 19 e 20 de março em Foz do Iguaçu (PR), se propõe a debater esses impactos, focando nas prerrogativas profissionais e na proteção dos direitos dos advogados diante das novas tecnologias.

Base Legal

A Lei nº 8.906, de 4 de julho de 1994, que institui o Estatuto da Advocacia e da OAB, estabelece direitos e prerrogativas dos advogados, essenciais para o exercício da profissão. O artigo 6º do referido Estatuto ressalta que “são direitos do advogado, além de outros que lhe forem assegurados, o direito de comunicar-se com seus clientes, pessoal e reservadamente, mesmo sem procuração, quando estes se encontrarem presos, seja em estabelecimentos civis ou militares.” Este dispositivo, entre outros, garante a proteção das prerrogativas que são fundamentais para a ampla defesa e o contraditório.

Posicionamento Institucional

O presidente do Conselho Federal da OAB, Beto Simonetti, enfatiza que “não há advocacia forte sem prerrogativas respeitadas”. Isso indica que a atuação da Ordem deve ser proativa em assegurar que a inovação tecnológica não comprometa os direitos fundamentais dos advogados. A OAB, portanto, deve atuar de maneira coordenada e tecnicamente qualificada para garantir que as inovações respeitem o devido processo legal e as garantias constitucionais, conforme destacado por Marcus Vinicius Furtado Coêlho, presidente da Comissão Nacional de Estudos Constitucionais da Ordem.

Análise Crítica

A discussão sobre a inteligência artificial e suas implicações para a advocacia não pode ser vista de maneira isolada. O uso de tecnologias no sistema de Justiça deve ser acompanhado de uma análise crítica sobre como essas inovações podem afetar as prerrogativas dos advogados e, consequentemente, o direito à defesa. As prerrogativas não são meros privilégios, mas sim garantias que fazem parte do próprio Estado Democrático de Direito. Assim, é imperativo que a OAB e os advogados estejam preparados para enfrentar os desafios regulatórios e éticos que surgem com a incorporação de novas tecnologias, garantindo que a profissão se mantenha robusta e respeitável.

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