Resumo JURISPRUDENCIA — 2026-05-28 Atualizações da manhã. - Decisão do STJ sobre Ação Coletiva e Reajustes em Locação de Veículos

Atualizado na manhã de 28/05/2026 às 10:00.

Decisão do STJ sobre Ação Coletiva e Reajustes em Locação de Veículos

JURISPRUDÊNCIA

1. Contexto do caso

A Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), no processo nº 2026/0001, decidiu por unanimidade que a ação coletiva proposta por um sindicato de motoristas de aplicativo do Rio Grande do Sul contra uma empresa de locação de veículos é inadequada para discutir reajustes nos contratos de locação. O sindicato alegava que os aumentos de preços seriam abusivos, passando de R$ 589 para valores entre R$ 789 e R$ 889.

2. Entendimento do Tribunal

O STJ firmou o entendimento de que a análise dos contratos de locação deve ser feita de forma individualizada, não sendo possível caracterizar uma origem comum que justifique a ação coletiva. Assim, a decisão do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) de extinguir o processo sem resolução do mérito foi mantida.

3. Fundamentação jurídica

O Tribunal sustentou que o Código de Defesa do Consumidor (CDC) não se aplica neste caso, uma vez que os motoristas utilizam os veículos como ferramenta de trabalho e não como consumidores finais. Essa interpretação se baseia na necessidade de se observar as especificidades de cada contrato, afastando a existência de direitos individuais homogêneos.

4. Tese firmada

A tese firmada pelo STJ é a de que a ação coletiva não é o meio adequado para discutir reajustes em contratos de locação de veículos utilizados por motoristas de aplicativo, sendo necessária a análise individual das condições contratuais.

5. Impactos práticos

Essa decisão tem implicações significativas para a categoria dos motoristas de aplicativo, pois limita a possibilidade de ações coletivas em situações que envolvem contratos de locação. Além disso, pode influenciar a forma como as locadoras e motoristas negociam os termos contratuais, uma vez que a proteção prevista no CDC não se aplica.

6. Análise crítica técnica

A decisão do STJ reafirma a importância da individualização na análise de contratos, especialmente em relações que envolvem categorias profissionais. Contudo, a interpretação de que os motoristas não se enquadram como consumidores pode ser questionada, dado o contexto de vulnerabilidade econômica em que se encontram. Essa distinção pode abrir precedentes para que empresas adotem práticas comerciais menos transparentes, já que a proteção do CDC não será automaticamente invocável. Portanto, a discussão sobre a adequação do uso da ação coletiva em casos semelhantes permanece em aberto.

🔗 Notícia patrocinada. Clique no link para mais informações.

Comentários