Resumo JURISPRUDENCIA — 2026-07-01 Atualizações da noite. - Decisão do STJ sobre Honorários em Execução Fiscal

Atualizado na noite de 01/07/2026 às 20:02.

Decisão do STJ sobre Honorários em Execução Fiscal

JURISPRUDÊNCIA

1. Contexto do caso

No julgamento do Tema 1.413, a Primeira Seção do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu sobre a possibilidade de condenação do executado ao pagamento de honorários advocatícios em ações de execução fiscal extintas por perda superveniente do objeto, quando a quitação da dívida ocorrer após o ajuizamento da ação, mas antes da citação.

2. Entendimento do Tribunal

O relator, ministro Gurgel de Faria, fundamentou que a responsabilização do contribuinte se justifica pela aplicação do princípio da causalidade, que determina que quem deu causa à demanda deve arcar com as despesas processuais, incluindo honorários de sucumbência. O entendimento foi que o pagamento da dívida após o ajuizamento da execução representa o reconhecimento da dívida, o que implica na responsabilização do devedor.

3. Fundamentação jurídica

O acórdão baseou-se nos artigos 85 e 90 do Código de Processo Civil (CPC), que tratam sobre a sucumbência e a responsabilidade pelas despesas processuais. A decisão destaca que a quitação extrajudicial do débito fiscal, após o ajuizamento da execução e antes da citação, resulta na perda do objeto da ação judicial, configurando a ausência superveniente de interesse processual.

4. Tese firmada

O STJ firmou a tese de que é cabível a condenação do executado ao pagamento de honorários advocatícios em ações de execução fiscal que são extintas por perda superveniente do objeto, quando a dívida é quitada após o início do processo, mesmo que antes da citação.

5. Impactos práticos

A decisão impacta diretamente na prática das execuções fiscais, pois estabelece uma clara responsabilidade do contribuinte em arcar com honorários, mesmo que tenha quitado a dívida antes da citação. Isso pode influenciar a estratégia de defesa dos contribuintes e a forma como as execuções fiscais são geridas pelos advogados e pelas administrações tributárias.

6. Análise crítica técnica

A decisão do STJ é relevante por reafirmar o princípio da causalidade no processo civil, promovendo uma maior segurança jurídica ao estabelecer a responsabilidade do devedor em relação aos honorários advocatícios em execuções fiscais. Contudo, a aplicação dessa tese pode gerar discussões sobre a equidade em casos onde a quitação da dívida é realizada de boa-fé e pode ser vista como uma forma de evitar a judicialização. O entendimento pode ser considerado um incentivo à regularização de débitos fiscais, mas também levanta questões sobre a proteção do contribuinte em situações onde a dívida é quitada antes da citação, refletindo um equilíbrio entre o direito do credor e a proteção do devedor.

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